A fiscalização não marca hora
O auditor pede a ficha de EPI de uma pessoa específica, de dezembro do ano passado. Você tem quarenta minutos, três pastas compartilhadas e a memória de quem estava no almoxarifado naquele dia.
ASO, treinamento de NR, certidão do fornecedor, ficha e validade de EPI: tudo num lugar só, cobrado antes de vencer. Quando o fiscal, o cliente ou o perito pedir, a prova já está pronta.
Conversa de vinte minutos, com quem construiu o produto. Sem apresentação de slides.
Estas três cenas aparecem em quase toda empresa que contrata serviço ou entrega EPI, do condomínio com cinco prestadores à planta com trezentos terceirizados.
O auditor pede a ficha de EPI de uma pessoa específica, de dezembro do ano passado. Você tem quarenta minutos, três pastas compartilhadas e a memória de quem estava no almoxarifado naquele dia.
Um ex-empregado pede adicional de insalubridade. O perito quer ver cada troca de protetor auricular desde a admissão, com o CA de cada entrega. Onde a ficha tem buraco, a empresa costuma pagar o adicional daquele período, com reflexos, até cinco anos para trás.
O CRF do FGTS vence a cada trinta dias. Multiplique por cento e vinte fornecedores: são mil e quatrocentas cobranças por ano saindo da cabeça de uma pessoa só, que também tem outras atribuições.
A regra vive em dados, não em código. Quando sua política muda, você muda a regra, e não abre chamado.
Documento por tipo de fornecedor, EPI por função, treinamento por atividade, com periodicidade. Você define uma vez; quem escreve a regra é você, não o suporte.
Cada empresa recebe um link, cria o próprio acesso e envia o que o checklist pede. Ninguém do seu time digita cadastro de terceiros.
O que está certo passa. Seu time olha o que foi reprovado e o motivo, que volta para o fornecedor corrigir sem virar conversa de e-mail.
Todo dia 1º o sistema gera as pendências do mês, cobra os responsáveis e atualiza o placar. Você volta a olhar quando algo sair da linha.
Você descreve o que cada perfil de fornecedor precisa entregar e com que frequência. O motor de competências gera as pendências do mês, respeitando função, porte, regime de contratação e grau de risco.
A entrega baixa o estoque, entra na ficha da pessoa e agenda a troca pela vida útil do item. Lote fora da validade não passa na entrega. CA perto de vencer aparece antes da próxima compra. Troca atrasada, o técnico vê antes do auditor, e antes do perito.
Percentual de conformidade por contrato, por unidade e por fornecedor, comparável mês a mês. Não é um número inventado: é a razão entre itens regulares e itens exigidos, calculada do mesmo jeito para todo mundo.
Planilha e e-mail funcionam até o dia em que quem controla sai de férias. A diferença, situação por situação:
| Situação | Com planilha e e-mail | Com o Conformo |
|---|---|---|
| Documento perto de vencer | Alguém precisa lembrar de olhar | Cobrança automática ao fornecedor, com antecedência |
| Ficha de EPI | Papel numa pasta do almoxarifado | Assinada na tela, com CA, consultável por pessoa |
| Lote vencido no estoque | Descoberto na auditoria | Entrega barrada no ato |
| Troca de EPI | Quando o trabalhador reclama | Aviso pela vida útil de cada item |
| Terceiro com ASO vencido | Entra, e alguém descobre depois | Aparece como pendente antes de entrar |
| Pedido do auditor ou do perito | Uma tarde procurando em pastas | Histórico da pessoa em PDF, em minutos |
| Como estava em março | Ninguém sabe dizer | Histórico congelado mês a mês |
Durante anos não acontece nada, e então acontece tudo no mesmo mês: a reclamatória, a fiscalização, a auditoria do cliente. Estes são os seis que mais aparecem quando a gente senta com uma operação pela primeira vez.
A prestadora não paga, some, e a conta sobe para quem contratou.
Sinal precoce: O CRF do FGTS que deixa de ser emitido dois meses seguidos. É o indicador mais barato de dificuldade financeira da prestadora, e aparece bem antes de o problema chegar ao contrato.
O auditor pede o documento de uma pessoa, em uma data. Você tem minutos.
Sinal precoce: Ficha de entrega de EPI sem número de CA. É o item que mais aparece e o que mais se vira contra a empresa, porque foi ela mesma que documentou a entrega irregular.
A operação para no mesmo dia, e a folha continua correndo.
Sinal precoce: Atividade liberada com a promessa de "resolver o papel depois". Toda operação sabe identificar quando isso vira hábito.
O contrato encerrou em março. O crachá continuou funcionando.
Sinal precoce: A portaria sabe o nome de gente que o sistema não sabe dizer em qual contrato está.
A contratada traz uma terceira empresa, e você descobre depois.
Sinal precoce: Uniforme que ninguém reconhece na frente de serviço, e o encarregado dizendo que "é do pessoal da empreiteira".
Não vira processo. Vira as tardes de quinta de alguém qualificado.
Sinal precoce: A planilha que precisa ser consolidada toda sexta, e que trava quando quem consolida entra de férias.
O controle de terceiros costuma ser discutido em reunião de diretoria e vivido em três lugares bem menos confortáveis.

Precisa saber, na hora, se aquele pessoal pode subir no andaime. Não tem como esperar o retorno de um e-mail para decidir.

Assina a ficha e responde por ela depois. Se entregou lote vencido, quem documentou a irregularidade foi ele.

Não é empregada sua, mas está na sua operação, sob o seu risco. O exame e o treinamento dela são problema de alguém, e esse alguém é você.
É um produto só. Estas são as frentes que as empresas resolvem primeiro.
Cadastro, contrato, documento e funcionário mobilizado no mesmo lugar. Quando um papel vence, o sistema cobra sozinho, e o fornecedor resolve pelo portal, sem passar por e-mail.
VerCada entrega entra na ficha da pessoa com o CA e a assinatura, baixa o estoque e agenda a próxima troca. Quando alguém pedir a prova, ela já existe.
VerA assinatura da ficha de EPI acontece na tela, no momento da entrega. O comprovante sai em PDF com data, hora, CA e quem entregou.
VerO fornecedor se cadastra, envia o que o checklist pede e acompanha o próprio status. Você analisa, aprova ou reprova com motivo, e o prazo de renovação já nasce marcado.
VerASO, treinamento, certificado e documento admissional de cada pessoa, com data de validade viva e aviso antes de virar problema.
VerCada certidão tem validade curta e vence sempre no pior momento. Aqui elas viram uma linha do tempo com aviso antecipado.
VerNR-10, NR-33, NR-35 e o resto do pacote, por função, com validade acompanhada e evidência pronta para auditoria.
VerContrato com vigência, unidades, responsáveis e subcontratados autorizados. Trocar de fornecedor não apaga o passado.
VerPara quem não tem gente para analisar documento: a equipe da Conformo faz a análise dentro do seu ambiente, com cada decisão registrada.
VerNão é só gente que entra na sua operação. Caminhão, empilhadeira e máquina pesada de fornecedor também precisam estar ligados a um contrato.
VerQuem responde tecnicamente pela segurança precisa saber quem entrou, com que função e com qual treinamento válido. Sem depender da boa vontade da contratada.
VerConsulta rápida no celular, entrega de EPI com assinatura na tela e a ficha da pessoa a um QR code de distância.
VerOnde o risco se concentra, qual contrato piorou no mês e qual fornecedor não consegue manter o pessoal regular.
VerO que o RH precisa guardar não é o contrato, é a prova mensal de que a contratada cumpriu as obrigações dela.
VerHomologar é o começo. O trabalho é manter 200 empresas regulares sem uma equipe de dez pessoas atrás de PDF.
VerLimpeza, portaria, manutenção, jardinagem, obra pontual. Muita empresa, rotatividade alta, acesso diário.
VerNão precisa migrar a empresa inteira de uma vez. Escolha uma unidade, um contrato ou o almoxarifado de EPI, ligue a cobrança automática e compare com a sua planilha por um mês. É o jeito mais barato de descobrir se o controle atual está deixando passar alguma coisa.