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Como controlar a entrega de EPI por funcionário, do estoque à assinatura

O controle que funciona tem um princípio só: a entrega, a baixa de estoque e a assinatura precisam ser o mesmo evento.

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Quando a entrega de EPI é registrada em três lugares (o caderno do almoxarifado, a ficha de papel e a planilha do técnico de segurança), os três divergem. Sempre. E o único momento em que essa divergência aparece é o pior possível: durante uma fiscalização ou depois de um acidente.

Como controlar EPI por funcionário: comece pela matriz por função

Antes de controlar a entrega, é preciso saber o que era para ser entregue. Essa lista sai do inventário de riscos do PGR, por função, não do catálogo do fornecedor de EPI.

Com a matriz pronta, o controle de EPI por funcionário deixa de ser uma lista de entregas e vira uma comparação: o que a função exige contra o que a pessoa recebeu. A diferença é a pendência.

Como registrar a entrega de EPI

  1. Identifique a pessoa e a função no momento da entrega, não depois.
  2. Registre item, quantidade, número do CA, lote e validade daquele lote.
  3. Colha a assinatura no ato, em papel ou na tela.
  4. Dê baixa no estoque no mesmo registro, nunca em um lançamento separado.
  5. Calcule a data da próxima troca a partir da vida útil prevista do item.

Como controlar o vencimento do CA do EPI

São três prazos diferentes rodando ao mesmo tempo, e confundi-los é comum.

  • Validade do CA: pertence ao modelo e vale para a compra. Vencido, o modelo não pode mais ser comercializado; o que já foi comprado com o CA em dia continua podendo ser entregue.
  • Validade do fabricante: pertence ao lote que está no estoque. É ela que manda na entrega, junto com as condições de armazenamento (NR-6, item 6.9.2.1.1).
  • Vida útil do item entregue: pertence à peça que está com a pessoa. Vencida, o equipamento precisa ser substituído.

O primeiro se controla no cadastro do modelo, o segundo no lote do estoque e o terceiro na ficha da pessoa. Quem controla só um deles resolve um pedaço do problema, e é comum ver empresa descartando EPI bom porque o CA venceu, enquanto entrega lote fora da validade do fabricante.

Terceirizados: quem registra o quê

Se o EPI é fornecido pela contratada, a ficha é dela, e a contratante deveria exigir cópia ou acesso. Se é fornecido pela contratante, o registro é seu. Nas operações em que ambos fornecem, o ideal é a ficha da pessoa reunir as duas origens, porque a fiscalização olha a proteção do trabalhador e não o organograma.

Em campo, sem papel

Entrega registrada na hora é entrega registrada. Entrega anotada para lançar depois é entrega que pode não existir. Por isso o registro precisa ser possível no ponto onde ele acontece, no almoxarifado, na frente de serviço, no canteiro.

Perguntas frequentes

Preciso registrar a devolução de EPI?
Para equipamento de vida útil longa, cinto de segurança, capacete, protetor facial, sim, e é o que permite rastrear quem está com o quê. Para descartáveis, o controle de devolução não faz sentido; o que importa é a frequência de reposição.
E quando o funcionário perde o EPI?
Registra-se a substituição por extravio. A NR-6 obriga o empregador a substituir imediatamente quando extraviado, o desconto por dano é hipótese estreita, que depende de culpa comprovada e previsão contratual.
Dá para usar QR code na ficha do funcionário?
Dá, e em operação de campo funciona bem: o crachá com QR abre direto a ficha da pessoa, o que elimina a busca por nome e o risco de registrar na pessoa errada.

Se a planilha já está apertada

O Conformo faz essa cobrança sozinho, guarda o histórico datado e mostra num lugar só quem está regular. Uma conversa curta mostra se serve para o seu caso.

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