Acidente com terceirizado: o que perguntam nas primeiras 48 horas
Nas primeiras 48 horas ninguém vai pedir política ou procedimento. Vão pedir os documentos de uma pessoa, numa data.
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Acidente grave com terceirizado dispara várias apurações ao mesmo tempo, e todas começam pela mesma pergunta: essa pessoa estava apta a executar essa atividade naquele dia? A resposta precisa existir antes do acidente. Depois, só se apresenta o que já estava registrado.
O que é pedido, na ordem
- Identificação do vínculo: de qual empresa a pessoa é, em qual contrato estava mobilizada, exercendo qual função.
- ASO vigente, com aptidão para aquela função e para os riscos dela.
- Certificados dos treinamentos exigidos pela atividade, dentro da validade.
- Ficha de entrega de EPI, com itens, CA e assinatura.
- Ordem de serviço de segurança da função, com ciência.
- Análise de risco e permissão de trabalho, quando a atividade exigia.
- PGR da contratada e evidência de que a contratante fiscalizava o contrato.
Repare que nada nessa lista é sobre a empresa em geral. É tudo sobre uma pessoa, numa data. Controle agregado, percentual de conformidade, painel de indicadores, não responde nenhuma dessas perguntas.
Quem pergunta
- Auditoria fiscal do trabalho, que pode lavrar auto e, havendo risco grave e iminente, embargar ou interditar.
- INSS, que concede o benefício e pode ajuizar ação regressiva quando há indício de negligência.
- Ministério Público do Trabalho, que atua na esfera coletiva e pode propor termo de ajustamento de conduta.
- Ministério Público estadual, na esfera criminal, quando há lesão grave ou morte.
- A seguradora e o cliente da cadeia, que auditam por conta própria.
O que fazer após acidente de trabalho, nas primeiras horas
- Atender a vítima primeiro, sempre. Depois, preservar o local.
- Garantir que a CAT seja emitida pela empregadora no prazo. A contratante deve acompanhar, não emitir no lugar dela.
- Congelar o registro documental daquela pessoa e daquele contrato, sem editar nada.
- Abrir investigação de acidente de trabalho formal, com metodologia e conclusão registradas.
- Envolver o jurídico antes de prestar qualquer declaração.
Por que o histórico congelado importa tanto
Um sistema que mostra apenas o estado atual responde "hoje está tudo certo", o que é irrelevante e soa mal. O que a investigação quer é o estado em que as coisas estavam na data do acidente, com a trilha de quem aprovou o quê e quando.
É a diferença entre poder demonstrar que a norma era cumprida antes e ter que argumentar que provavelmente era.
Perguntas frequentes
Quem emite a CAT de terceirizado?
A contratante participa da investigação do acidente?
Documentação em dia evita responsabilização?
Se a planilha já está apertada
O Conformo faz essa cobrança sozinho, guarda o histórico datado e mostra num lugar só quem está regular. Uma conversa curta mostra se serve para o seu caso.
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